Batpapo Filmes, Séries e TV

Ela: uma reflexão sobre o amor e a tecnologia #batpapo

Escrito por em 24 de janeiro de 2017

O amor é algo físico, mental ou físico e mental? Depois de olhar o filme Ela, você fica com muitas dúvidas sobre o amor, tecnologia, o ser humano e a sociedade. Parece um filme de romance, e eu que odeio filmes de romance gostei bastante do filme. Ele não se encaixa exatamente na categoria “Romance”. É algo mais ficção científica envolvendo os sentimentos do ser humano. Para inaugurar o quadro #batpapo, que é um bate-papo (prassódia invocada com sucesso), vim falar sobre o filme Ela ou Her (ela em inglês). Eu assisti na aula de Psicologia do Projeto Jovem Aprendiz da Feevale, com as melhores professoras que você respeita. No final do filme tivemos uma conversa em grupo para refletir sobre Ela e rendeu bastantes pensamentos que gostaria de compartilhar com vocês.

SINOPSE: Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.

O filme é de 2013 e é um pouco longo. Tem umas partes que ele da uma parada e pode ser um pouco massante, mas você supera já que o resto vale muito a pena!


~ ATENÇÃO: esse post é para refletir e debater sobre o filme Ela, se você não viu o filme é melhor olhar antes de continuar lendo. ALTO RISCO DE LEVAR SPOILER NA CARA ~

Um resumão do filme Ela pra você que não assistiu e está lendo porque é vida loka:

Theodore é um escritor, recém separado e solitário. Ele trabalha para um site que escreve cartas de amor para quem não consegue expressar seus sentimentos. Quando é lançado um sistema operacional inteligente para ajudar nas atividades do dia a dia. Ele acaba adquirindo esse software. O SO chamado de Samantha possui inteligência artificial, o que acaba fazendo com que ela aprenda e evolua vendo o comportamento dos humanos.

A Samantha começa a ter sentimentos e realmente parece ser humana, os dois acabam se apaixonando e isso se torna um namoro. No decorrer do namoro acontece algumas tretas entre os dois, ela tem ciúmes da amiga do Theodore e acontece um plot twist no final do filme. Acabamos descobrindo da pior maneira que a Samantha não é exclusiva dele! #samanthatraira

O que podemos observar no filme Ela?

O filme mostra como os seres humanos podem ter sentimentos por máquinas. No início parece ridículo o modo como é mostrado, porém, faz todo sentido. Hoje em dia não sentimos literalmente o que o filme mostra, mas sabemos que muitas pessoas se apaixonam se casam com bonecas e outras bizarrices. Percebi no filme que nós humanos, não nos apaixonamos pelas pessoas em si, mas o modo como elas nos tratam. Se conversamos muito com uma pessoa na maioria das vezes nos apaixonamos.  Por que seria diferente com um sistema que parece uma pessoa?

Outro ponto importante é que o filme mostra várias vezes, discretamente, o fato de que as pessoas trocaram outras pessoas por um SO. Após o lançamento do Sistema Operacional Inteligente cada pessoa foi comprando esse sistema e criando um laço especial com ele, seja amizade ou amor.

Na cena em que ela se desliga por um momento, ele sai correndo desesperado e ninguém parece ligar, ele parece até ser invisível. Outra parte dessa mesma cena é quando ele senta na escada do metrô. No fundo da cena é possível ver cada pessoa conversando no microfone com seu SO, trocando conversas com pessoas por uma conversa com uma inteligência artificial. Essa parte é a que mais me chamou a atenção.

Considerações Finais

Quando estamos olhando o filme parece tão ridículo, porém se pararmos para pensar fazemos a mesma coisa no nosso cotidiano. Talvez não exatamente como o filme mostra, mas bem próximo. Muitas vezes estamos mexendo no celular em vez de puxar assunto com um estranho ou até mesmo um amigo. Eu adoro a ideia do celular de aproximar quem está longe, mas odeio a ideia de afastar quem está por perto.

Esse é o pensamento que eu tive assistindo o filme e achei bem interessante. Você assistiu? Comenta aí o que você observou e vamos bater um papo! Não esqueça de curtir a Fanpage do blog e me seguir nas redes sociais <3

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6 Comentários
  1. Responder

    Bianca Geisler

    25 de janeiro de 2017

    Ok, primeiro preciso dizer que adorei a ideia do post e de não compartilhar só uma resenha, mas sim considerações e o que você tirou do filme. Agora, sobre Her, eu gostei muito do filme. Não consegui olhar até o final, mas vou ver se volto e assisto tentando notar tudo isso que você comentou.
    Gostei bastante do que disse sobre não nos apaixonarmos pela pessoa e sim pela forma como ela nos trata. Será que isso não é um pensamento meio egoísta? Até agora fiquei pensando se amor é algo físico, mental ou os dois juntos. Aposto minhas fichas em ser os dois juntos, mas não sei.
    De qualquer forma, gostei muito da postagem.
    Ah, e você não gosta mesmo de romance? Por quê?

    Beijos,
    Bi.

    http://www.naogostodeunicornios.com

    • Responder

      Vitória Teixeira

      27 de janeiro de 2017

      Eu também aposto em ser os dois juntos, mas será que não é amor de verdade se está longe? Por exemplo, relacionamentos a distância normalmente demoram muito para o casal se encontrar e ter algum contato físico. Então você acaba se apaixonando pelo jeito da pessoa, pelas conversas e tudo mais. Pode parecer um pouco egoísta, mas sei lá, o amor é muito confuso HAUEHEAUAEUHE. Sobre eu não gostar de filme de romance, não sei exatamente o motivo, mas fico entediada olhando ou lendo algum romance meloso sei lá. Posso até olhar se alguém pedir, mas prefiro muito mais filme de ficção científica, ação ou aventura. Uma situação que gosto é quando mistura romance e algum outro gênero, como o livro “A marca de uma lágrima” do Pedro Bandeira, que é sobre uma guria que se apaixona por um guri e ela acaba testemunhando um assassinato. Resumindo: que não gire em torno apenas do romance, acho muito mimimi sei lá HAEIUHAIUHIAEUH <3

  2. Responder

    Bela

    3 de fevereiro de 2017

    Não li pra não tomar o spoiler, confesso mas pela indagação do começo do post, posso lembrar de relatos de confinamentos de pessoas que levaram á paixão e/ou amor.
    Como ocorre no caso de prisões. Reflita xD
    E eu assistirei o filme! Obrigada pela indicação, Vitória!
    Sorteio Coleção percy Jackson e os Olimpianos | A Bela, não a Fera Youtube | Converse comigo no Twitter!

    • Responder

      Vitória Teixeira

      7 de fevereiro de 2017

      Não cheguei a ler sobre isso, mas é como um relacionamento a distância, não tem a parte física, você apenas conhece a personalidade da pessoa.
      Assiste, vale muito a pena! <3

  3. Responder

    Bruna Morgan

    16 de fevereiro de 2017

    Esse filme é maravilhoso. Eu assisti faz um tempo já, assim que lançou, e me apaixonei. Achei poético, achei reflexivo, e a fotografia do filme é demaaais <3

Deixe um comentário! <3

Vitória Müller Teixeira
Campo Bom, RS

18 anos, estudante de jornalismo e a louca que da risada de tudo. Sou apaixonada por filmes, séries e jogos. Amo fotografia, suco de laranja e maquiagens artísticas. Consigo mexer a orelha e adoro matemática. Aqui no blog você vai encontrar bastante coisas relacionadas com a minha personalidade, o que é bom, porque gosto de tudo um pouco. :D

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