O Acidente Nuclear de Chernobyl

Hoje faz 31 anos que ocorreu um dos piores acidentes nucleares até o momento. Apesar de ser um fato triste, acho muito interessante falar sobre Chernobyl, já que foi um acidente, causado pelo homem, com grandes consequências.  Na cidade de Chernobyl, na Ucrânia ocorreu um dos piores acidentes nucleares até hoje, tão grave que foi classificado como nível 7 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares. O acidente acabou prejudicando não apenas a cidade, mas boa parte da região e do país. Na época, a usina tinha 4 reatores e mais 2 em construção, ela era responsável por mais o menos 10% da energia utilizada na Ucrânia.

No dia 26 de abril de 1986, estava agendado um procedimento de rotina no reator 4, ele seria desligado e os responsáveis aproveitaram para realizar um teste e ver como o reator funcionava em baixa produção, caso houvesse um apagão. Porém, um problema de resfriamento fez com que o reator superaquecesse. O acidente lançou 70 toneladas de urânio e 900 de grafite na atmosfera.

Após a explosão, milhares de trabalhadores foram enviados ao local para combater as chamas e garantir a resfriação do reator. Conhecidos como “liquidadores”, esses homens perderam  a vida no combate ao incêndio. Na segunda etapa, para conter a radiação, trabalhadores sem equipamento adequado passaram seis meses construindo uma estrutura de isolamento, chama de “sarcófago”.

O alto nível da radiação afetou as regiões entorno da usina, chegando a uma área de 100 mil km². Na cidade de Prypiat, que foi construída para os trabalhadores da usina de Chernobyl em 1970, a orientação para deixar as casas só veio mais de 30 horas depois do acidente. Eles foram avisados que poderiam voltar em três dias, porém, a cidade passou a fazer parte da zona de exclusão e por isso, acabou se tornando uma cidade fantasma.

Os soviéticos tentaram esconder o acidente, mas os níveis de radiação foram detectados em outros países. A primeira notícia sobre a explosão saiu no dia 29, na Alemanha, três dias depois do ocorrido. A usina chegou a continuar em funcionamento, com turnos menores, e passou por dois princípios de incêndios, em 1991 e 1996. A usina só foi totalmente desativada em 12 de dezembro de 2000. Para conter a situação, cerca de 800 mil pessoas se arriscaram e acabaram expostas à radiação. Dessas pessoas, 25 mil morreram e 70 mil ficaram com sequelas graves. A principal foi o câncer de tireoide.

PÉ DE ELEFANTE

Uma lava incandescente, composta de água, areia e dióxido de urânio se formou dentro do duto de ventilação. Medindo cerca de 2 metros de largura e 1 metro de altura, ficou conhecido como “Pé de Elefante”, já que o mostra na imagem, ele realmente parece um pé de elefante. O objeto pesava mais de uma tonelada e era considero o objeto mais perigoso do mundo. O material era tão radioativo que quem olhasse ou se encontrasse no mesmo espaço, era morte certa e ocorria em questão de minutos. Alguns dias após o desastre, cientistas e pesquisadores soviéticos tentaram enviar robôs até a lava para recolher material e fotografá-lo, porém, a radioatividade era tão grande que os robôs paravam de funcionar. Ai você se pergunta, mas como tem uma foto do Pé de Elefante? Simples, foi tirada através de um espelho.

Atualmente, apesar da radioatividade ainda ser extremamente grande no sarcófago e no reator 4, já é possível chegar perto do Pé de Elefante, mas deve ser com equipamento adequado e por poucos minutos.

Curiosidades sobre o acidente de Chernobyl

  • Segundo o Greenpeace, o acidente acabou provocando a morte por câncer de 93 mil pessoas em todo o mundo.
  • Estima-se que mais de 5 milhões de pessoas vivem em regiões consideradas contaminadas pelo acidente.
  • Depois do acidente da Chernobyl, a floresta da região passou a ser avermelhada.
  • A saúde física e psicológica das pessoas afetadas pelo acidente nuclear é, ainda hoje, o maior problema de saúde pública do mundo.
  • As mulheres grávidas foram orientadas a fazer aborto, para evitar que seus filhos nascessem com graves problemas de má formação.
  • De todo material radioativo do acidente, 97% continua no local.
  • Especialistas afirmam que a região vai levar pelo menos mais 100 mil anos até ser considerada livre de poluição radioativa.

 

Espero que tenham gostado do post, para mais informações sobre o acidente recomendo uma reportagem do Fantástico de 30 anos do acidente. Não esqueça de curtir a Fan Page do Blog e também me seguir nas redes sociais para sempre ficar por dentro quando tiver novas postagens! Até a próxima õ/

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Fonte: Mega Curioso, Obvius, Revista Galileu, Globo

~essa postagem estava no blog antigo e foi atualizada~

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17 anos, canceriana e gaúcha. Fundadora do blog Viletória e a louca que adora matemática, Netflix e jogos. Apaixonada por fotografia, cinema e música.

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